J&J abre centro para treinar profissional de saúde

A Johnson & Johnson apresentou hoje, em entrevista à imprensa, o Medical Innovation Institute, um centro para treinar profissionais da área de saúde. Com 4.500 metros quadrados e tecnologia de ponta, a unidade pode capacitar 7 mil especialistas por ano, de acordo com George Marques Filho, diretor do instituto. Instalado na Rua Agostinho Cantu, 214, no bairro do Butantã, na zona oeste de São Paulo, o centro abrirá suas portas aos profissionais de saúde a partir do dia 1º de fevereiro e já planeja atender este ano 4 mil especialistas. O Johnson & Johnson Medical Innovation Institute opera como uma divisão da Johnson & Johnson do Brasil Indústria e Comércio de Produtos para Saúde Ltda.

A instalação contará com sala de cirurgia integrada – Smart -, três salas de cirurgia com dois conjuntos laparoscópicos de alta definição, uma sala especial com seis sistemas de definição em realidade virtual, sala de videoconferência e teleconferência para ensino à distância e um auditório. O programa de treinamento vai enfatizar as maneiras de utilizar os equipamentos médicos, tecnologias e práticas a fim de melhorar os resultados aos pacientes. Sobre o investimento da empresa, Regina Navarro, diretora-presidente da Johnson & Johnson Medical Brasil, afirmou que é da política da empresa não fazer esse tipo de divulgação.

Na apresentação da unidade hoje, foi divulgada uma pesquisa com 393 profissionais de saúde da América Latina segundo a qual mais de um terço se diz insatisfeito ou muito insatisfeito com a oferta de treinamentos médicos na região, em comparação aos cursos oferecidos nos Estados Unidos e na Europa. De acordo com o estudo, feito pela agência de pesquisa Ideafix Estudos Institucionais, 41% e 32,9% expressaram descontentamento quanto às possibilidades de atualização profissional em relação ao que está à disposição para os norte-americanos e para os europeus, respectivamente.

Realizada no Brasil, México, Argentina, Colômbia e Porto Rico, a pesquisa, patrocinada pelo Johnson & Johnson Medical Innovation Institute em parceria com o Instituto das Américas, mostrou que 97,2% dos latino-americanos relacionam o treinamento médico com a melhoria dos resultados no tratamento de pacientes. O estudo também aponta que 89,8% dos profissionais de saúde possuem interesse em trocar experiências com colegas de outros países. No entanto, 45,9% declararam participação em cursos internacionais uma vez ao ano, 26,8% duas vezes ao ano e 13,4% menos de uma vez por ano.

Cerca de 72% dos pesquisados mencionaram questões relacionadas ao treinamento como principais desafios que enfrentam no uso de aparelhos e dispositivos médicos. Nesse quesito, 49,6% dos profissionais de saúde disseram que o principal entrave é manter-se atualizado. A pesquisa mostrou que, no Brasil, esse índice sobe para 62%. Em seguida, na escala de desafios, vem o custo dos equipamentos, com 19,1%. No País, esse número cai para 10%.

Amostra

A pesquisa foi realizada, por telefone, com 393 profissionais da área de saúde da América Latina. Os países mais representados foram Brasil, com 41,2% dos pesquisados, e México, com 25,2%. Depois, vêm Colômbia (18,3%), Argentina (7,9%) e Porto Rico (7,4%). A amostra diversificou também em termos de especialidades médicas. Destacam-se cirurgia geral, 17%, bioquímica/farmácia, 15,3% e cirurgia plástica, 10,4%. Foram consultados 59,3% profissionais do sexo masculino e 40,7%, do feminino. Além disso, aproximadamente 74% atuam na área há mais de 11 anos.

 

Fonte: Agência Estado

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