Nariz e auto-estima em harmonia - Dr. Antonio Graziosi

Nariz e auto-estima em harmonia

Nariz e auto-estima em harmonia

Fundamental na harmonia estética facial, o nariz ocupa um lugar de destaque na lista nas preferências para “ajustes”. Não por acaso, cerca de 40% das cirurgias realizadas na face são de rinoplastia, como é chamada a cirurgia no nariz. Além da parte estética, a rinoplstia também pode ser reparadora, como em caso de câncer de pele.

Mas a estética é a mais comum, e a alteração dos traços do nariz pode ser para reduzí-lo, aumentá-lo, modificar a forma da ponta e do dorso, diminuir o tamanho das narinas, refinar a ponta e alterar o ângulo entre o nariz e o lábio superior.

Segundo Dr. Antônio Graziosi, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo: “A beleza e harmonia dos traços nasais é subjetiva e cultural. Além de influenciada também pelos padrões de beleza local. Em regiões do Oriente Médio, por exemplo, o nariz mais proeminente é comum e traz charme aos homens”.

O objetivo da cirurgia de cunho estético é “individualizar artesanalmente as proporções do nariz aos anseios e necessidades do paciente, mas sempre com a orientação adequada do cirurgião plástico”, afirma Graziosi. Durante a intervenção, a parte óssea ou superior pode ser fraturada com o intuito de afinar o nariz. Já para deixá-lo com a ponta arrebitada, é preciso retirar a cartilagem da porção anterior do septo nasal.

Em casos de dorso achatado, pode-se alterar este aspecto com implante de cartilagens. Para pacientes com narinas muito abertas, o ideal é fechá-las com a retirada de pequenas proporções de tecidos cutâneo em sua base, com cicatrizes imperceptíveis. Nestes casos, a cirurgia dura, em média, 2 horas.

Nas cirurgias de cunho reparador, muitas vezes é preciso reconstruir a cartilagem e a parte óssea. Em casos de tumor ou câncer, retira-se a parte afetada e promove-se a reconstrução nasal – que pode ser feita logo após a retirada das células cancerígenas. Entretanto, é fundamental que o cirurgião plástico avalie, em parceria com o patologista se o tumor está extirpado, para que não seja feito um procedimento cirúrgico onde ainda há resíduos do tumor.

O pré-operatório requer uma avaliação do cirurgião plástico no que se refere a parâmetros como o ângulo entre o nariz e o lábio, o ângulo entre o nariz e a fronte, além da relação entre os traços do nariz e da face. Toda alteração é discutida com o paciente, para que se atinja um consenso.

Os exames necessários são os solicitados para qualquer tipo de intervenção cirúrgica, como os exames sanguíneos, de urina e avaliação clínica cardiológica. Há também alguns exames específicos, como as radiografias externas e internas, tomografia e o de encefalometria. Claro, se há algum problema funcional que prejudique a respiração, também deve-se considerar este aspecto no momento pré-operatório.

De acordo com Graziosi, não há grandes complicações neste tipo de procedimento cirúrgico, que pode ser feito a partir dos 15 anos, sem prejuízo algum para os pacientes; pois as estruturas ósseas e cartilaginosas já estão bem desenvolvidas. “Além disso, os pacientes possuem melhor estrutura emocional para lidar com a mudança de aparência proporcionada pela cirurgia do nariz”, afirma o cirurgião. A cirurgia é feita com anestesia geral ou anestesia local somada à sedação do paciente.

O pós-cirúrgico não apresenta nenhuma complicação: entre 5 e 10 dias, o paciente já retira a imobilização nasal – usada para conter qualquer tipo de inchaço e manter a estrutura óssea no local adequado, seja em caso de cirurgia estética ou reparadora. É preciso ainda, usar um tampão nas narinas para uma melhor assepsia, que pode ser retirado entre 24h e 72h, dependendo do caso.

É ideal que se mantenha um esparadrapo na região por 30 dias, e claro, evitar qualquer tipo de atividade física que possa causar traumatismos na região. Apesar dos cuidados pós-operatórios, é uma intervenção relativamente simples e que apresenta um resultado claramente perceptível: “É uma cirurgia que promove o reequilíbrio estético na face do paciente, restituindo a autoestima em muitas pacientes”, afirma Graziosi.

 

Fonte:
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo: www.sbcp-sp.org.br
http://www.esteticaguia.com.br/materia.asp?regid=1&mregid=&pregid=&prid=3&id=513

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